O termo latino Sapere Aude - Ouse Saber - traduz a essência de todo conteúdo deste blogger. Nosso desejo, aqui, é ajudá-lo a mergulhar em ideias que produzam um bem estar de prazer nesse imensurável mar de conhecimento. Logo, contribuiremos da melhor maneira possível para que indivíduos sejam “libertados das suas cadeias e curados da sua ignorância” – como imaginava Sócrates. Portanto, saia da caverna, AGORA, e aproveite o máximo que puder. Um abraço...

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sexta-feira, 6 de abril de 2012

Napoleão - Um filme de Yves Simoneau



Napoleão (Napoléon, 2002), o filme, de Yves Simoneau trás no seu elenco principal: Christian Clavier como Napoleão, Isabella Rossellini no papel de sua esposa - Joséphine de Beauharnais, Gérard Depardieu como o Ministro da Polícia, Joseph Fouché e, por fim, John Malkovich como Charles Talleyrand - um político diplomata francês. O filme está dividido em quatro partes, a saber: Episódio I (1795-1800); Episódio II (1800-1807); Episódio III (1807-1812) e o Episódio IV (1812-1821). Essa maravilhosa produção conta desde a ascensão à queda do maior estrategista militar da História que começou como soldado, general, côsul, imperador e ditador - Napoleão Bonaparte (1769-1821). O primeiro episódio fala de suas primeiras conquistas como general no campo de batalha e o encontro com a sua grande paixão - Joséphine (1763-1814). O segundo é marcado por um atentado contra a sua vida sem sucesso, com a prisão do primo de Luís XVI, duque de Enghien (1772-1804), acusado de conspirar contra o governo de Napoleão, com o golpe militar -O 18 Brumário-, redigido entre dezembro de 1851 e março de 1852, - orquestrado por Napoleão e seus aliados políticos (burgueses e
A coroação de Josephie (1805-1807).
Quadro de Jacques-Louis David
(1748-1825).
 jacobinos) e, por último, com a sua coroação como Imperador da França (1804-1814). O terceiro episódio trata das alianças com czar Alexandre I (1777- 1825) da Rússia. Mas a amizade entre eles dura pouco. Napoleão sentindo-se traído por Alexandre por não respeitar o acordo do chamado Bloqueio Continental (22 de novembro de 1806) que impedia qualquer país de manter relações comerciais com a Inglaterra, resolve, então, invadir a Rússia. Enquanto isso seu casamento com Joséphine já desgastado com sucessivas traições amorosas é, ainda, mais fragilizado pelo fato dela não poder conceder-lhe um herdeiro. Napoleão é aconselhado por Talleyrand (1754-1838), político e diploma francês, a buscar uma nova herdeira ao trono de Imperatriz, Marie-Louise da Áustria, para fortalecer as bases da França no intuito de fazer uma nova aliança. E, por último, o episódio IV é marcado pela Campanha da Rússia (1812) com a morte de centenas de soldados franceses no inverno altamente rigoroso. Após esse grande fracasso em Moscou, capital da Rússia, Napoleão é obrigado a seguir para o exílio na Ilha de Elba. Em seguida, não demorando muito, Napoleão foge e juntamente com seu novo exército retorna à França instaurando o governo de Cem Dias - período que corresponde a 1 de março de 1815 a 18 de julho deste mesmo ano. Mas, Napoleão não contava com mais um novo fracasso que, por sua vez, trouxe a Napoleão em escala vertiginosa o enfraquecimento de suas bases políticas até a sua derrota final, conhecida como a Batalha de Waterloo (1815),na Bélgica, contras as forças britânicas e prussianas comandas pelo Sr.Arthur Wellesley, 1º Duque de Wellington (1769-1852). Com a derrota Napoleão é preso e enviado à Ilha de Santa Helena ficando lá até o dia 5 de maio de 1821, dia e ano de sua morte. Napoleão é, portanto, um excelente filme para melhor entender a conjuntura política da época e, também, fazer uma REFLEXÃO sobre o quê é o poder? como ele age? quais as suas implicações políticas, sociais, culturais, religiosas e econômicas? Portanto, pare, veja, pense e discuta. Um abraço e até a próxima...

Napoleão (2002) - Trailer Oficial


6 comentários:

  1. Esse eu ainda não vi, mas seu texto me deixou interessado. Sempre é bom ver filmes que nos deixam com a uma compreensão mais rica da História. Abraço!

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  2. Gosto muito de História, vi esse filme e adorei, sem dúvida, uma grade e bela produção, sua narrativa deu vontade de vê-lo novamente.
    Que tenhas passado um linda Pascoa.
    Beijo e Luz
    ana

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  3. Ainda não vi este filme. Muito se fala sobre a superprodução de Napoleão de Abel Gance, em 1927, e por vezes novas versões acabam ofuscadas.
    Abraços!

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  4. Sou fã de cinema e de literatura, então acho que sou suspeito pra falar :P
    mas gostei do blog


    Aê tem post novo, dá uma comentada?
    (e se ainda não segue, me siga vai *-*)
    www.luliskd.blogspot.com

    valeeu

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  5. Olá, Fábio. Gosto muito de filmes que tenha contextos históricos. Napoleão é um prato cheio. Penso que você, também, irá gostar. Um abraço...
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    Oi, Ana Coeli. É um belo filme, né. É uma excelente produção.
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    Oi, Lê. Seja bem-vinda por estas bandas. Gosto muito dos clássicos. Mas, esse não tem nada a dever aos outros bons filmes que fizeram a respeito de Napoleão.
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    Oi, Luli Paz. Seja bem-vindo, amigo. Como você sou fã, também, de cinema e literatura. Será um prazer conhecer o seu espaço. Até...

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  6. Esse cara esteve sempre atravessado no meu caminho. Na infância, eu via muitos livros sobre ele na estante, em couro negro, pois meu pai era militar e o admirava. Nas aulas de História Geral, é claro, e do Brasil, com a fuga da família real para o Rio, que iria de colônia a metrópole em um instante, com consequências iluministas e cômicas [o P.R. de Príncipe Regente = 'ponha-se na rua']. Depois no cinema, em montes de filmes, não só aqueles sobre ele, mas os muito em que ele era personagem convidado, como Guerra e Paz. Viajando na Europa, havia sempre um padrão urbanístico introduzido por ele, como o fechamento da Praça de São Marcos, em Veneza. Até a margarina, eu soube agora, foi inventada por solicitação dele, para alimentar seus soldados. Isso para não falar de política e leis. Mas Marlon Brando de Napoleão nunca fez minha cabeça e o cara visto por franceses me parece bem mais adequado. Uma boa dica.

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